Cresci num mundo que só respeita o que se explica. Símbolo, então, parecia luxo ou superstição. Até notar que eu já vivia cercado deles: a cor da roupa no terreiro, a carta que se recusa a sair do baralho, o incenso que muda o ar da sala.
TRAÇO NO CHÃO
O corpo lê densidade, ritmo, imagem. A mente traduz depois — e às vezes traduz mal. Por isso trato o simbolismo como prática, não como catálogo.
"O símbolo não pede que você acredite. Pede que você preste atenção."
Quando um signo se repete na vida, não apresso o significado. Anoto. Espero. Deixo o corpo confirmar antes do ensaio intelectual.