Nome é atalho. Serve para o outro te chamar. O problema começa quando o atalho vira destino: você passa a cumprir o que o nome promete, e esquece o que o corpo sabe.

SOMBRA NA PAREDE

Deixar o nome cair, mesmo que por alguns minutos, não é apagar a biografia. É notar a diferença entre história e essência.

"Todo dia é dia de deixar de ser quem se pensa."

O que sobra não precisa de slogan. Precisa de presença. O resto — papéis, cargos, feridas bem ensaiadas — pode esperar do lado de fora.