A Umbanda me recebeu sem me pedir um currículo espiritual. Pediu presença, respeito e disposição para servir. O resto — teoria, simpatia, estética — veio depois, se viesse.
CONGA ACESA
Serviço, ali, não é metáfora. É varrer, cantar, segurar a corrente, ouvir quem chega partido. O ego quer iluminação. O terreiro quer alguém que segure o ponto.
"Axé não é o que você declara. É o que circula quando você sai do centro."
Ainda estudo. Ainda erro. Mas o aprendizado que ficou: autoconhecimento que não desemboca em cuidado com o outro é só um espelho mais sofisticado.