O ego não é vilão. É um funcionário antigo, contratado num momento de medo, que nunca recebeu aviso de férias. Ele organiza, compara, antecipa o ataque. Útil. Até o dia em que a utilidade vira cárcere.
PÁGINA DO CADERNO
Escrevi três páginas sem me corrigir. O texto saiu feio e verdadeiro. Pela primeira vez, não editei a ferida para parecer sabedoria.
"Dissolver não é desaparecer. É deixar de confundir o colete com a pele."
Ainda uso o ego. Só que agora sei quando ele está no expediente — e quando está noites a fio, inventando inimigos.